7 Frequência
Esta camada permite visualizar o número de autocarros programados cada segmento de via por hora, para a hora selecionada, de acordo com o horário GTFS planeado.
7.1 Cálculo
A frequência por segmento e por hora é calculada durante a geração dos indicadores base, através do método GTFShift::get_way_frequency_hourly(). Para cada segmento de via OSM e cada hora do dia (0–23), é somado o número de viagens programadas de todas as linhas que passam pelo segmento nessa hora:
\[ f_{w,h} = \sum_{r \in R_{w,h}} f_{r,h} \]
onde \(f_{w,h}\) é a frequência no segmento \(w\) à hora \(h\), \(R_{w,h}\) é o conjunto de linhas que percorrem \(w\) à hora \(h\), e \(f_{r,h}\) é o número de viagens do percurso \(r\) à hora \(h\).
7.2 Visualização
A frequência é representada através de uma escala de cor contínua, que mapeia os valores entre o percentil 5 e o percentil 95 da distribuição de frequências para a hora selecionada (modo por omissão). Alternativamente, pode ser usada a escala mínimo-máximo.
7.3 Interpretação
Segmentos com frequência elevada têm maior benefício potencial com a implementação de medidas de priorização do transporte público, uma vez que impactam um maior número de linhas e viagens, podendo contribuir para ganhos maiores ao nível da rede.
O critério mínimo para justificar a implementação de medidas não é consensual na literatura. NACTO (2016) recomenda a implementação de corredores bus “nas principais linhas com intervalos frequentes (10 minutos em hora de ponta)”. De forma análoga, Vuchic (1981) propõe um critério que conjuga a frequência com o volume de tráfego, representado na Figura 7.1, onde por exemplo, para um volume de 400 veículos/hora/via e duas vias por sentido, 12 autocarros/hora seriam suficientes para justificar a implementação de um corredor prioritário.
Esta camada é complementar à camada de priorização (Capítulo 5), onde a frequência é um dos critérios de filtragem configuráveis pelo utilizador.
